JORNAL DA ALTEROSA

Bola é absolvido e está livre da prisão por morte de carcereiro

[FOTO1]07 de novembro de 2012 – O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi absolvido pela morte do carcereiro Rogério Martins Novelo, ocorrida em maio de 2000. O conselho de sentença concluiu, por 4 votos a 2, que o réu fique livre das acusações sobre este crime.

O júri começou nesta quarta-feira com cerca de 40 minutos de atraso. Vasconcelos falou sobre a trajetória de crimes que teriam o envolvimento do ex-policial e leu o depoimento da irmã da vítima, que testemunhou o assassinato. Ele mostrou aos jurados a reconstituição do crime e o retrato falado do autor.

Porém, os advogados de defesa conseguiram convencer o júri. Eles insistiram na tese de que Bola, como ex-policial, tem conhecimentos suficientes para saber que uma arma com este calibre tem pouca precisão e escolheria uma arma 40 ou 380. Isso porque, no dia do crime, a vítima estava dentro de uma Kombi quando foi abordada pelo suspeito. O homem chegou a cerca de um metro do veículo e disparou três vezes. Um tiro acertou o vidro do carro dois atingiram o carcereiro, que chegou a perseguir o bandido.

Para a defesa, se ele foi contratado para matar, atiraria na cabeça, e com possibilidade mínima de errar o alvo, dada a sua habilidade. Os defensores também afirmaram que o retrato falado feito por uma testemunhas do crime, de que o suspeito era magro, moreno e de 1,80, não batia com as características de Marcos Aparecido.

Após os debates entre defesa e acusação, o júri se reuniu para dar a sentença. Às 17h, Bola foi chamado de volta. O ex-policial chorou muito e rezava enquanto ouvia as falas da juíza. Quando ouviu que estava livre das acusações, Marcos Aparecido comemorou junto com os advogados, que se abraçaram.

A família de Bola também ficou aliviada com a decisão. “Sempre acreditei na inocência do meu pai porque conheço a índole dele”, disse Mídian Kely dos Santos. “Sinto só felicidade neste momento”, comemorou Diego, filho do ex-policial.

Os advogados de defesa afirmaram que desde o início estavam confiantes do absolvição. “A promotoria não tinha provas suficientes contra o réu. A promotoria estava acusando sem prova. Usaram mais o caso da Eliza para tentar condenar o réu do que o caso Rogério”, afirmou Ércio Quaresma.

O promotor Henry Vasconcelos pretende recorrer da decisão. “Devo recorrer nos próximos cinco dias tenho convicção das provas. Não sei porque perdi o caso, pois isso está no inconsciente dos jurados. No meu conhecimento tenho a convicção das provas e acredito que a decisão dos jurados foi contrária as provas dos autos no que diz respeito a autoria do crime”, explicou.

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7 de novembro de 2012

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