JORNAL DA ALTEROSA
Bruno Fernandes: a trajetória do goleiro que trocou o gramado pelas manchetes policiais
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29 de outubro de 2012 – Daqui a vinte dias começa um dos julgamentos mais aguardados da história criminal brasileira. O goleiro Bruno Fernandes e outros quatro réus vão a júri popular em Contagem pelo sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samudio.
Um atleta de ponta e com uma carreira promissora pela frente. O goleiro de origem humilde, criado em Ribeirão das Neves, foi revelado pelo Atlético em 2004, aos 20 anos, mas ganhou destaque defendendo o Flamengo. De goleiro reserva a capitão do time ele foi responsável por liderar o grupo na conquista do Campeonato Brasileiro de 2009 e virou ídolo de uma das maiores torcidas do Brasil, como o goleiro que também faz gol.
Jogador de sucesso, Bruno era casado com a namorada de adolescência, Dayanne Souza, com quem tem duas filhas, mas também era conhecido pelos casos extra conjugais.
A vida do atleta mudou quando ele teve um caso, em maio de 2009, com Eliza Samudio. Ela engravidou e passou a cobrar do goleiro o reconhecimento da paternidade. Em outubro do mesmo ano, Eliza chegou a registrar queixa numa delegacia de mulheres. Ela disse que foi sequestrada e agredida pelo atleta. O goleiro ainda teria obrigado a modelo a tomar uma substância abortiva. Com medo, a moça fugiu para São Paulo, onde o filho nasceu em 10 de fevereiro de 2010. De acordo com amigas da modelo, o jogador foi informado, mas não quis conhecer o bebê.
Bruno Fernandes passou de ídolo do futebol a suspeito de ser mandante de um dos crimes de maior repercussão dos últimos anos, quatro meses depois, quando Eliza desapareceu.
No início de junho de 2011, ela avisou as amigas que estava indo para o Rio de Janeiro encontrar o jogador, que estaria disposto a assumir a criança. Eliza ficou na cidade com o filho, hospedada em um hotel, até 4 junho. Foi quando Luis Henrique Romão, o Macarrão, e Jorge, primo de Bruno que na época era menor, buscaram mãe e filho para levá-los à casa do atleta no Rio, e depois ao sítio em Minas Gerais.
De acordo com as investigações, Eliza e Bruninho ficaram em Esmeraldas até 10 de junho, quando foram levados por Macarrão e Jorge para a casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Lá, Eliza foi assassinada. O bebê foi poupado e entregue para o goleiro no sítio. Ainda segundo as investigações, Bruno, Macarrão, Jorge e Sérgio, tentaram apagar os sinais da passagem de Eliza e Bruninho pelo local, mas a polícia encontrou roupas de mulher e de criança no sítio.
No dia 24 de junho, a PM recebeu uma denúncia anônima dizendo que uma mulher havia sido espancada e morta no sítio. Bruno sempre negou qualquer participação no crime, mas foi preso em 7 de julho. Ele permanece na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.
Para a polícia, Bruno foi quem mandou matar a ex-amante. Por isso, ele foi pronunciado por sequestro, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. No dia 19 de novembro ele, Macarrão, Bola, Dayanne e a ex-amante Fernanda, vão enfrentar o júri popular.
Veja quem é a figura principal dessa trama que começou em junho de 2010:


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29 de outubro de 2012