JORNAL DA ALTEROSA
Defesa vai alegar que Eliza Samudio pode estar viva
[FOTO1]
8 de novembro de 2012 – Dezenove de novembro é o dia em que cinco dos nove réus acusados de participação na morte de Eliza Samudio irão a júri popular. Para a defesa, a principal prova de que não houve homicídio é o fato de o corpo da ex-amante de Bruno Fernandes não ter sido encontrado. A acusação afirma que não é preciso o corpo para confirmar o assassinato. O fato é que foram feitas várias buscas sem sucesso.
Dia 24 de junho de 2010. Uma denúncia anônima mudou a trajetória de sucesso do goleiro do Flamengo para uma jornada sombria de investigações. Em uma ligação para a polícia, uma pessoa afirmou ter presenciado Eliza Samudio ser brutalmente agredida por Bruno Fernandes no sítio do jogador.
Os interrogatórios começaram imediatamente e o filho da modelo foi encontrado, mas nada de Eliza. As buscas por vestígios da ex-amante do goleiro começaram quatro dias depois no lugar apontado pela denúncia, o sítio em Esmeraldas. Policiais e peritos fizeram escavações, vistorias e encontraram roupas de mulher, objetos de criança e fraldas.
Sem encontrar Eliza, a procura continuou. Dessa vez, na Lagoa Suja, no Bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves. Foi feita uma busca minuciosa durante dois dias no funda da represa, mas sem sucesso.
Na manhã seguinte, a polícia se dirigiu para a casa de Marcos Aparecido dos Santos, em Vespasiano. De acordo com o depoimento de Jorge Rosa, o primo de Bruno que teria visto Eliza ser entregue a Bola, ela teria sido assassinada lá e os restos mortais atirados para cachorros. Horge, que na época era menor, foi ao local ajudar a polícia. Os bombeiros fizeram escavações, cães farejadores deram suporte e luminol foi usado para detectar manchas de sangue, mas nada foi encontrado.
Dois dias mais tarde a procura foi em um sítio alugado por Bola para dar treinamentos para policiais, mas nenhum vestígio foi localizado.
O Parque Lagoa do Nado, na região Norte de BH, também foi alvo de vistoria. Em novembro de 2010, bombeiros mergulharam para tentar encontrar o que poderiam ser os restos mortais de Eliza. De acordo com o delegado Edson Moreira, responsável pelas investigações, um estudo feito pela inteligência da polícia constatou que Bola teria se encontrado com uma pessoa no dia do crime na região. Eles também procuraram na Mata do Planalto e nada.
Em junho deste ano a mãe de Eliza, recebeu uma carta no programa TV Verdade que apontava outra possível localização. A pessoa disse que sonhou com um poço no terreno de um convento de padres, em BH. O lugar existe, mas a polícia descartou realizar uma busca no local.
Em agosto, a polícia voltou aonde tudo começou: o sítio em Esmeraldas. Segundo uma nova denúncia, Eliza teria sido enterrada entre palmeiras na entrada da propriedade. Mais uma vez sem sucesso.
Apesar de o corpo nunca ter aparecido, o inquérito policial concluiu que Eliza foi assassinada por causa da cobrança pelo reconhecimento da paternidade de Bruno Samudio. Veja na reportagem:


var ua=navigator.userAgent;var html5=/iPad/i.test(ua)||/iPhone/i.test(ua);if(html5){document.getElementById(‘d_target_199298′).innerHTML=’‘;}
8 de novembro de 2012