JORNAL DA ALTEROSA
Ex-policial condenado fala pela primeira vez do Esquadrão do Torniquete
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Nome que dava medo, o Esquadrão do Torniquete foi o último esquadrão da morte que apavorou e matou na Belo Horizonte da década de noventa. Os crimes mobilizaram pela primeira vez uma força-tarefa composta por policiais civis, militares e Ministério Público. Toda a sociedade cobrava que os responsáveis pelos assassinatos fossem encontrados e presos.
As investigações levaram a quatro homens: os taxistas Wanderley Almeida Soares e Joaquim Coura Filho, o policial civil Amantino Severos dos Santos e o policial militar Jaime da Silva Matos.
De acordo com as investigações, a rua dos Guaicurus, na capital, era o palco do planejamento dos crimes. O grupo se encontrava em um bar chamado Leiteria. Depois de passar algumas horas bebendo, eles entravam no táxi que chamavam de viatura e seguiam para fazer a rota da noite. Os detalhes estão no depoimento de Joaquim Coura Filho. No relato do Ministério Público, ele diz como as vítimas eram abordadas e executadas: “Amantino e o Jaime se identificavam como policiais e colocavam as vítimas no banco de trás, levando-as para local ermo, onde as matavam”.
O delegado João Reis foi quem começou as investigações do que inicialmente foi considerado como latrocínio: roubo seguido de morte. Ele afirma que o depoimento de uma prostituta também ajudou na identificação dos acusados.
O processo foi composto por mais de 1000 páginas. Trinta e sete crimes foram investigados e no fim das apurações, o esquadrão foi condenado por cinco. Eles cumpriram cerca de 13 anos de prisão e foram liberados recentemente por benefícios da legislação. Apenas Wanderley Almeida morreu na prisão. Os outros começaram uma vida nova.
Wanderley Almeida morreu em 13 de abril de 1994. Depois de passar quatro anos na cadeia, ele teve uma tuberculose em decorrência da Aids. O advogado que defendeu Wanderley e Joaquim Coura diz que os dois eram homens simples que foram envolvidos nos crimes por fazer favores aos policias.
Amantino Severo dos Santos e Jaime da Silva Matos cumpriram pena na casa de detenção Dutra Ladeira. Joaquim Coura Filho no interior. Depois de receber o indulto – perdão para o restante da pena – já estão em liberdade. O ex-policial modelo do 22º Batalhaõ perdeu a patente porque foi excluído e agora é pastor. Amantino estuda Direito e Joaquim Coura se mudou para uma cidade pequena do interior.
O homem acusado de comandar o grupo fala pela primeira vez fala sobre o esquadrão. Veja


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16 de novembro de 2011