JORNAL DA ALTEROSA
Exposição mostra correspondência entre Carlos Drummond de Andrade e sua mãe
Como um garimpeiro, Marconi Drummond anda à caça de tudo que possa preservar a memória do primo ilustre, o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Depois de encontrar em Lavras, Sul de Minas, importante lote de cartas escritas pelo poeta, muitas delas endereçadas à mãe, Julieta, chegou a hora de o público ter contato com esse rico acervo, acrescido de novas descobertas. Será a oportunidade de conhecer as respostas dadas às cartas encaminhadas pelo poeta à mãe. Uma intimidade inédita que estará aberta à população a partir de terça-feira, na exposição QuasePoema – Cartas e outras escrituras drummondianas.
Há cerca de um mês, Marconi Drummond e Fabíola Moulin, responsáveis pela curadoria da mostra, começaram a organizá-la. Por uma curiosidade – ou instinto investigador –, eles foram para o Rio de Janeiro consultar dois acervos. A primeira parada foi na Fundação Casa Rui Barbosa, que, mesmo com inventário muito organizado, não foi produtiva. Já na segunda tentativa, no Instituto Moreira Salles, Marconi se deparou com um tesouro.
20 de novembro de 2014