JORNAL DA ALTEROSA

Funk alto e ‘pegas’ na madrugada incomodam moradores do Bairro Floresta, em BH

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3 de dezembro de 2012 – A Polícia Militar (PM) prometeu intensificar a fiscalização na avenida da casa de show do Bairro Floresta, em Belo Horizonte, onde os bailes funk atraem arruaceiros e tiram o sossego da vizinhança. Depois da denúncia do Jornal da Alterosa, a PM esteve lá no fim de semana.

Sexta-feira. Para muita gente, dia da Elite Fest. As mulheres chegam animadas, de roupas curtas, vestidas para mais um baile funk. Enquanto muita gente espera do lado de fora, alguns carros passam com o som no último volume.

Os bailes funk acontecem todos os finais de semana no Espaço Floresta, antigo Jequitibar, e é motivo de reclamação. Imagens feitas por uma vizinha da casa de shows mostram várias irregularidades que os frequentadores do evento aprontam, bem no meio da avenida movimentada. Eles gritam, fazem manobras arriscadas, descem a avenida na contramão, cantam pneus. A baderna acontece bem na madrugada, dentro e fora do baile.

O homem de blusa verde é Frederico, promotor da festa. Ele não quis dar entrevista, mas informou que há cerca de um mês e meio o evento que reúne cerca de 800 pessoas acontecia no sítio dele, em Venda Nova, mas o local foi embargado. Agora, as festas são realizadas no antigo Jequitibar. Ele disse que orienta os frequentadores na saída, para que eles não façam barulho, mas não adianta e o resultado é mais confusão. Irritados com a barulheira, moradores jogam uma bomba na tentativa de acabar com a bagunça, mas quem sai da festa parece nem se importar. Uma viatura da PM aparece passa devagar, mas o som já está desligado. Pouco depois, tudo começa novamente.

Ricardo Luiz de Freitas é síndico do prédio de onde os moradores jogaram a bomba. Ele admite que os inquilinos passaram dos limites, mas também reclama que já perdeu as contas de quantas vezes já denunciou a baderna e que os frequentadores do evento já inclusive tentaram invadir o prédio.

Os eventos regados a álcool e drogas no mesmo local, já foram motivos de outros Boletins de ocorrências. Em outubro, um taxista de 36 anos, que se negou a fazer uma corrida foi baleado por um homem que segundo a polícia, tinha acabado de sair do baile funk. A vítima pensou que tivesse levado uma pedrada e só depois, no hospital, ficou sabendo que na verdade tinha uma bala alojada na cabeça.

No mesmo dia, dois rapazes foram presos no Viaduto Santa Tereza. Quando viram a equipe do Jornal da Alterosa, eles esconderam o rosto. Depois, um dos suspeitos fez gracinha dando tchau pra câmera. Com o rapaz de 20 anos a polícia apreendeu uma faca. O jovem disse que estava no baile funk e que a faca era para se defender porque estava sendo ameaçado.

Por causa do histórico de problemas que a casa de shows tem causado, a polícia disse que vai aumentar a fiscalização no local e que outras providências já estão sendo tomadas. Veja na reportagem:

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3 de dezembro de 2012

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