JORNAL DA ALTEROSA

Justiça vai julgar homicídio sem corpo

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9 de novembro de 2012 – Polícia civil e promotoria terão que apresentar provas incontestáveis da morte de Eliza Samudio porque não há confissão dos réus e o principal, não há corpo.

Interrogatórios, perícias, buscas, depoimentos, visitas a delegacias e muitas audiências. Essas são cenas que nos últimos dois anos antecederam o momento mais esperado, o desfecho do caso Eliza Samudio com o julgamento dos acusados.

No início, o silêncio absoluto dos suspeitos. Todos se negaram a responder as perguntas da polícia. Orientados pelos advogados, usaram o direito de só falarem em juízo, menos os primos do goleiro. Jorge e Sérgio ajudaram as investigações na fase do inquérito, mas durante o processo mudaram os depoimentos.

Na primeira fase das audiências, Bruno chegou a passar mal e a desmaiar várias vezes, levantando a hipótese de que estaria sendo dopado pelo advogado que o representava na época, Ércio Quaresma. A ex-namorada do goleiro, Fernanda Gomes, também precisou de cuidados médicos levantando a suspeita de que estaria grávida, o que não se confirmou.

No Fórum de Contagem, em outubro de 2010, Jorge voltou atrás nas declarações dadas à polícia e negou que conhecia Marcos Aparecido dos Santos. Diante da juíza e dos outros acusados, Jorge pediu desculpas a Bola. Já Bruno afirmou que a ex-amante estava viva em São Paulo, versão que todos advogados confirmavam, já que nenhum corpo foi encontrado.

Para a justiça, os outros acusados contaram versões da história. Bola só quis responder às perguntas feitas pelo próprio defensor, Zanone Manuel, e chorou dizendo que foi torturado pelos policiais durante os interrogatórios, na fase do inquérito. Em uma manobra, Luiz Henrique Romão, disse que iria falar, mas na hora foi impedido pelos advogados. Os defenfores afirmaram que Macarrão poderia se prejudicar se respondesse às perguntas.

Após quase dois anos negando que Eliza Samudio e Bruninho foram sequestrados e que ela foi assassinada, a estratégia mudou. O advogado Rui Pimenta admitiu que a ex-amante do jogador está morta, e que Macarrão resolveu assassinar a jovem por ciúmes do amigo. O defensor disse ainda que Bruno e Macarrão tinham uma relação amorosa, que teria motivado o crime. Veja na reportagem:

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9 de novembro de 2012

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