JORNAL DA ALTEROSA

Lama de barragem da Mineradora Samarco sepulta rios e matas por onde passa

O Rio Doce é um dos mais importantes do país, mas não foi o único devastado pela avalanche de rejeitos de minério da barragem da Samarco.

Calha, margens e matas ciliares dos rios do Carmo e Gualaxo do Norte foram devastadas pela avalanche de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro. Uma área com 911 hectares onde viviam pacas, capivaras e gado foi completamente soterrada.

O equivalente a quase três Parques das Mangabeiras – a segunda maior unidade de conservação ambiental urbana do brasil, localizada em Belo Horizonte. Segundo reportagem do estado de minas, este território devastado, da calha principal dos dois mananciais, foi levantado em mapeamento florestal de satélites feito pela organização não governamental global forest watch. A ferramenta, que tem resultados aceitos entre ambientalistas e poder público, como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e que mostra como os estragos nos dois primeiros rios atingidos pela maior tragédia ambiental do país vão muito além dos peixes e são tão graves quanto os estragos que se abateram sobre o Rio Doce, mais conhecido e extenso.

 

 

 

23 de novembro de 2015

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