JORNAL DA ALTEROSA

Mãe teme ter que enterrar filha como indigente

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3 de dezembro de 2012 – Uma mãe sofre com a morte da filha e com o medo de ter que enterrar a jovem como indigente. O corpo, encontrado em decomposição em novembro em Pedro Leopoldo, está no Instituto Médico Legal (IML) à espera de exame de DNA. O problema é que a identificação deve demorar oito meses e o corpo não pode ficar mais do que 30 dias no instituto.

Tecelã e tia da vítima, Maria da Conceição de Souza, enche os olhos de água ao falar da sobrinha desaparecida desde o último dia 18.

Patrícia Pereira de Souza, de 24 anos, saiu de casa para ir ao bar e não voltou mais. Depois de uma semana de procura, a família foi chamada para reconhecer um corpo que poderia ser dela. O que seria o fim de uma história triste se tornou um drama.

O corpo foi localizado no Rio da Mata em avançado estado de decomposição. Os parentes fizeram o reconhecimento pelo cabelo e roupas, mas quase dez dias se passaram e até hoje a mulher não pode ser enterrada.

A mãe da vítima, Maria Aparecida Pereira, conta que o médico legista não aceitou a identificação por objetos pessoais já que o rosto da mulher estava desfigurado.

Maria Aparecida foi intimada a recolher material genético para exame de DNA. O problema é que ela foi informada no IML que o resultado só fica pronto em oito meses e no próximo dia 25 vence o prazo para liberação do corpo. A mãe está desesperada só de pensar que a jovem vai ser enterrada como indigente. Veja na reportagem:

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3 de dezembro de 2012

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