JORNAL DA ALTEROSA

Ministério Público quer retirada de antenas de BH

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O Ministério Público pediu na justiça a retirada de quase metade das antenas de celular de Belo Horizonte. Mais de 700 estão irregulares e um estudo liga a presença das antenas com casos de câncer.

Aos montes, elas estão espalhadas pela cidade em meio aos prédios e casas. E não é apenas a estrutura física, cada antena emite radiação 24 horas por dia. Um risco para quem trabalha na manutenção das estruturas.

Imagine, então, a situação de quem tem uma antena gigante como vizinha. Da porta de casa, a professora Sueli Veiga Oliveira avista o perigo. Com muita luta ela conseguiu a retirada de uma antena que havia sido instalada no lote ao lado da casa dela, agora quer que uma outra, a poucos metros do imóvel, seja desativada.

A preocupação de Sueli faz sentido. Um estudo feito durante dez anos e que resultou numa pesquisa de doutorado chegou à conclusão que quem mora num raio de até 500 metros de antenas tem muito mais chances de adquirir vários tipos de câncer.

Doutora em campo eletromagnético, Adilza Dode explica que foi feito o geoprocessamento em BH e a taxa de mortalidade foi maior dentro de um raio de até 500 metros das antenas.

Não existe uma comprovação específica para cada caso. Coincidência ou não, só num quarteirão do bairro Sagrada Família, pelo menos cinco pessoas tiveram câncer depois que uma antena foi instalada.

É por causa dessa preocupação, e também para que se faça cumprir a lei, que o Ministério Público Estadual está entrando com uma ação na Justiça exigindo a retirada ou a legalização de praticamente metade das antenas de celulares que estão em operação em Belo Horizonte.

A prefeitura de Belo Horizonte reconhece que é grande o número de antenas irregulares e diz que as fiscalizações são constantes. Assista à reportagem:

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6 de setembro de 2011

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