JORNAL DA ALTEROSA
Morte de Campos interrompe o projeto de poder do PSB
A morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos interrompe um projeto de poder que vinha sendo conduzido pelo PSB desde o momento em que a legenda começou a sair das abas do PT, com quem sempre se coligou nas disputas nacionais, para seguir caminho próprio. Dentro da legenda, apesar dos discursos de crença na vitória, não havia grandes expectativas de sucesso de Campos nesta campanha. Mesmo com a entrada de Marina Silva na chapa, o candidato socialista patinava nas pesquisas e não conseguiu atingir 10% das intenções de voto. Por isso mesmo a legenda trabalhava essa campanha de olho nas eleições de 2018. Essas eleições eram vistas como um treino, uma maneira de o candidato se tornar mais conhecido para o próximo pleito. Com sua morte precoce, o partido ficou órfão, já que dentro da legenda não há nenhuma figura que ocupará o papel que ele desempenhava dentro da legenda. Nem mesmo Marina, já que a ex-senadora está no PSB apenas de passagem, até que seu partido, a Rede Sustentabilidade, tenha o registro aceito pela Justiça Eleitoral.
14 de agosto de 2014