JORNAL DA ALTEROSA

Reportagem relembra vida e obra do poeta da arquitetura

6 de dezembro de 2012 – O velório de Oscar Niemeyer começa hoje à tarde no Palácio do Planalto em Brasília e será aberto ao público entre 16h e 20h. "Minha arquitetura, o que eu faço, a preocupação inicial é que seja diferente, é que o pove pare, surpreso, de ver uma coisa nova", explica Niemeyer em cena do documentário A vida é um sopro.

Inovando, surpreendendo, o arquiteto construiu sua obra com simplicidade e intuição. Nas mãos dele, colunas improváveis viraram poesia para os olhos. "O que me atrai é a curva livre e sensual".

Foi uma vida dedicada à arquitetura: dos rabiscos aos projetos grandiosos. O traço inconfundível ganhou o mundo, incluindo, por exemplo, o prédio da ONU em Nova York.

Mas o arquiteto  renomado também sabia qual a proporção da existência humana. "A gente tem que olhar pro céu e sentir que é pequenino e tem que ser modesto. Nada é importante. A vida é um sopro".

Em 1956, foi chamado pelo presidente  Juscelino Kubitschek para um projeto ambicioso: a construção da capital do Brasil. Trabalhou ao lado do urbanista Lúcio Costa, um dos seus mestres. Em quatro anos Brasília ficou pronta. 

Foi exilado na Europa na ditadura  militar do Brasil e manteve-se fiel às convicções políticas mesmo com o fim da União Soviética e a queda do muro de Berlim. Era amigo e admirador de Fidel Castro.

Oscar fez do trabalho a sua religião. Aos 99 anos, ia todos os dias ao escritório em Copacabana e esbanjava energia com uma cigarrilha sempre à mão.

Ele teve apenas uma filha, mas ao longo da vida viu a família se multiplicar. Em 2004 ficou viúvo e casou-se pela segunda vez aos 98 anos. Foi ativo e genial até o fim. Aos 103 anos, surpreendeu mais um vez com o projeto de Museu Pelé, em Santos. Assista:

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6 de dezembro de 2012

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