JORNAL DA ALTEROSA

Se volume de chuva não aumentar, água pode acabar até agosto, alerta Copasa

Em uma reunião na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta quarta-feira, representantes da Copasa reafirmaram que a situação do abastecimento de água no estado é crítica. Segundo o diretor, caso volume de chuva não aumente, a água do Sistema Paraopeba pode durar apenas até julho ou agosto. O encontro foi solicitado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, que sugeriu a criação de uma secretaria de governo específica para discutir a crise hídrica.

O vice-presidente da companhia, Antônio de Miranda Junior, destacou que a situação do abastecimento não será resolvida a curto prazo. “Existe um plano de contingência da Copasa, elaborado em 2012, que agora está sendo lapidado pela atual diretoria, que vai ser colocado em prática agora na crise”, explica. “É a perfuração de poços, ampliação de captação de alguns mananciais, já há o estudo de algumas áreas, e as novas captações e obras que virão nos próximos meses ou nos próximos anos”. Miranda Junior também ressaltou que o governador de Minas, Fernando Pimentel, está reunido com a presidente Dilma Rousseff nesta quarta para solicitar apoio ao estado.

O diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Rômulo Thomáz Perilli, deu um panorama do atual quadro dos reservatórios e prevê um colapso no sistema caso não chova. “Continuando a atual previsão pluviométrica, se nós tivermos em 2015 a mesma precipitação que aconteceu em 2014, nós vamos entrar em colapso no Sistema Paraopeba até julho ou agosto. Ou seja, os reservatórios do Sistema Paraopeba serão esvaziados totalmente”, afirma. Segundo ele, somando a água disponível nos três reservatórios que compoem o sistema (Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores), há apenas 30% de armazenamento disponível, quando em anos anteriores estaria acima de 70%

28 de janeiro de 2015

MAIS VISTOS

NOSSOS PROGRAMAS

VER MAIS

DEIXE SEU COMENTÁRIO