JORNAL DA ALTEROSA

Um ano após a tragédia em Entre Rios de Minas, crianças ainda não têm segurança no transporte escolar

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21 de junho de 2012 – As famílias das vítimas do acidente com uma van escolar atingida por um trem, em Entre Rios de Minas, cobram punição para os culpados. O único responsabilizado foi o motorista que morreu. Os sobreviventes também reclamam a falta de assistência. Um ano após a tragédia, nada foi feito pela segurança do transporte de crianças à escola.

O dia ainda clareava, havia neblina e a visibilidade era ruim. Um ônibus lotado de estudantes se aproximava da linha férrea. Na hora da travessia, o veículo foi atingido em cheio pelo trem. O escolar foi arrastado por 50 metros, bateu no barranco e tombou. Três pessoas morreram e várias ficaram feridas. O dia 22 de junho de 2011 mudou a história de Entre Rios de Minas que passou a conviver com as lembranças tristes da tragédia.

Um ano depois, a sensação de sofrimento, de medo, de dor ainda é muito forte no local da tragédia. Na cidade, as recordações mexem com as pessoas. O tempo passou, mas ainda não conseguiu fazer com que os pais de Katiele Gonçalves Fonseca, de 16 anos, acreditem que ela não vai mais voltar. As lembranças jamais se apagam. No Dia das Mães deste ano, Rosângela ficou ainda mais emocionada ao encontrar dentro da Bíblia uma carta escrita pela filha.

A tristeza é compartilhada com o sobrinho que é um dos sobreviventes. A mãe dele não consegue segurar as lágrimas ao lembrar do dia da tragédia. Dione teve a adolescência interrompida. Ele perdeu o ano na escola, fez seis cirurgias e passou a viver com um fixador de ossos na perna. Além da dor física, o garoto sofre com a falta de assistência do poder público.

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A justiça entendeu que apenas o motorista do ônibus foi culpado. Antônio Geraldo de Assis Moura, de 50 anos, não pode se defender. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. O promotor Carlos Eugênio Souto Maior Filizzola Júnior recorreu da decisão porque acredita que o maquinista também teve culpa.

Enquanto se discute a responsabilidade do acidente, outras crianças continuam correndo o mesmo risco. Agora, meninos de um outro povoado fazem a travessia em uma van. Um perigo desnecessário porque não há nenhuma criança do outro lado da linha, mas o problema é que a estrada é interrompida em um ponto e o motorista precisa atravessar, andar um pouco, cruzar a linha novamente e voltar para mesma estrada de antes. A solução seria abrir o trecho e são apenas 1300 metros. Veja a situação:

21 de junho de 2012

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