JORNAL DA ALTEROSA

Juiz pede desculpas às vítimas de processo contra francês que provocou acidente na Savassi em 2009 e fica impune

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20 de junho de 2012 – A prescrição de um processo na Justiça livrou o francês Olivier Rebellato da prisão no Brasil. O estrangeiro provocou um acidente em que cinco pessoas ficaram feridas em estado grave em 2009. Uma delas permanecerá na cama para o resto da vida, em estado vegetativo.

Lázaro Sampaio Henrique ainda guarda as marcas do acidente. Foram várias cirurgias para tratar um coágulo na cabeça, costelas e um joelho quebrados. Ele tem as lembranças daquela noite que, para ele, são um pesadelo.

Acompanhe o caso:

Era madrugada do dia 17 de abril de 2009. Lázaro e outros quatro amigos voltavam de uma festa quando, em um cruzamento da Savassi, o carro deles foi atingido por um outro veículo. De acordo com o processo, o motorista, o francês Olivier Rebellato, estava em alta velocidade e avançou o sinal fechado. Três pessoas foram lançadas para fora do carro atingido e duas ficaram presas às ferragens. Entre elas, Josiane Campos que, desde então, vive presa a uma cama e depende de cuidados médicos 24 horas por dia. Viviane, que também estava no carro, teve que deixar o emprego para cuidar da irmã.

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Olivier foi preso em flagrante, mas liberado depois de pagar fiança. Ele também teve o passaporte devolvido pela justiça e voltou para a França quando também obteve o habbeas corpus. O processo cível, que pede indenização às vítimas, continua correndo, mas o criminal, que poderia condená-lo por lesão corporal culposa na direção do veículo, com pena de seis meses a dois anos de prisão, prescreveu.

O desembargador Renato Martins Jacó que assina a decisão pede desculpas pelo processo ter demorado tanto e ter prescrevido e diz que é por isso que a justiça não tem credibilidade. No documento o magistrado afirma também que faz parte de um judiciário moroso e que não se sensibiliza com tragédias no trânsito. Ele ainda critica o Código Brasileiro de Trânsito que  não se mostra suficiente para cumprir sua finalidade de prevenção e represão do crime. "O quadro é de impotênci e de desalento. Triste país", escreveu Jacó.

Para o advogado das vítimas, Marcos Luiz Egg Nunes, o Código Brasileiro de Trânsito precisa ser revisto. "Principalmente na parte que abrange os crimes", afirma. Veja detalhes da história na reportagem:

20 de junho de 2012

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