JORNAL DA ALTEROSA

Julgamento de jovem que foi morto por engano com sete tiros acontece amanhã em BH

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24 de outubro de 2012 – Um jovem de 18 anos, de origem humilde, carinhoso com toda a família, trabalhador, estudioso e prestes a entrar para a faculdade foi vítima de um criminoso foragido que queria matar outra pessoa. Esse caso vai a júri, amanhã, em Belo Horizonte, e a família do jovem clama por justiça para aplacar a dor.

Chorando e com a voz embargada, Maria José da Cruz, mãe de Alan Júnio Gonçalves, tenta descrever a dor que sente pela perda do filho. "É sufocante, eu não sei nem explicar. Eu não consigo viver sem achar que ele está do meu lado", diz.

Alan tinha 18 anos. Entre as recordações, estão fotos e os uniformes do trabalho e da escola. O rapaz estava concluindo o segundo grau e sonhava em fazer direito. O pai, Wilson Gonçalves, conta que o filho disse a ele que iria ser advogado primeiro e depois iria exercer a carreira de juiz.

O sonho de Alan está sendo realizado pela irmã mais nova que deve concluir o curso no próximo semestre. Alessandra Aline Gonçalves cai em lágrimas toda vez que se lembra do irmão. "Ele me ajudava a arrumar casa, lavar roupa. Lá em casa não tem Natal. Você sabe o que é chegar no Natal e querer que o dia passa? É muito ruim. Não tem mais aquela alegria porque está faltando alguém", desabafa.

Alan foi executado com sete tiros a um quarteirão da casa onde morava com os pais, na favela Ventosa, em Belo Horizonte. Ele estava na moto de um amigo e ia buscar a irmã no ponto de ônibus quando foi abordado pelo criminoso que efetuou os disparos e fugiu a pé.

O crime foi no dia 6 de outubro de 2007, quando Davisson Antônio Gonçalves, mais conhecido como Dedê, estava foragido. Ele foi recapturado dez meses depois. Na delegacia, Wilson conversou com o acusado de matar o filho e se assustou quando ouviu que foi um engano. “Ele queria matar um tal de César e meu menino veio de moto. O primeiro motoqueiro que passou ele atirou”, conta.

Advogado da família, Lourivaldo Carneiro diz que o objetivo da família é que o assassino cumpra e pague o que ele fez com reclusão.

Os parentes colocaram faixas chamando as pessoas para o julgamento que será realizado na próxima sexta-feira, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.

Defensora pública, Carolina Ângelo Montolli, e três estagiários do curso de direito vão tentar provar a inocência de Davisson. "Nós temos um depoimento que ele mesmo fala que queria matar uma outra pessoa, mas isso não quer dizer que ele estava naquele momento querendo matar realmente a vítima, o Alan", argumenta.

Assista à reportagem:

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25 de outubro de 2012

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