JORNAL DA ALTEROSA

Moradores do Aglomerado da Serra fazem barreiras nas ruas, ameaçam militares e carro de reportagem é depredado

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27 de novembro de 2012 – Cenas impressionantes. De um lado, muitos militares. Do outro, moradores ainda revoltados com a morte do servente de pedreiro, Elenilson Eustáquio da Silva, de 24 anos. A escuridão deixou o clima ainda mais tenso. Na madrugada, quando tudo parecia estar tranquilo, o Jornal da Alterosa (JA) entrou no Aglomerado da Serra. Pelo caminho, restos de um carro incendiado, pedras, uma bancada de madeira e o que sobrou de um ônibus. Ainda tinha fumaça no pneu.

Os moradores ficaram no escuro. A única iluminação era a da câmera da TV Alterosa e mais de ônibus foi incendiado. Cenas feitas pelo repórter Renato Rios Neto, da Rádio Itatiaia, confirmam a informação. As chamas altas atingiram a rede elétrica e boa parte do Aglomerado ficou sem energia.

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Funcionário da empresa responsável pelo veículo, Sebastião Silveira estava em casa quando recebeu a notícia por telefone de que um ônibus da empresa e que fazia o transporte de funcionários estava em chamas. Segundo ele, moradores armados, colocaram uma caçamba na frente do coletivo e exigiram que todo mundo saísse.

O clima esquentou ainda mais. O Aglomerado da Serra foi iluminado por uma barreira incendiada feita com objetos de madeira e colchões. O tempo todo os manifestantes soltavam bombas, tiros e gritavam ameaçando a polícia.

Enquanto a equipe de reportagem da TV Alterosa registrava a confusão à noite, uma equipe do Jornal Estado de Minas que tentava acompanhar a manifestação do outro lado do aglomerado foi agredida. Por sorte, os jornalistas não se feriram.

Pouco depois, um grupo desce a Rua D´Água, e em seguida, se aproxima da polícia. Uma bomba explode bem perto da equipe do JA.

Uma viatura do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gate) entrou no morro, mas a insegurança estava por toda a parte. Vizinhos com medo olhavam timidamente a movimentação policial pela janela de casa. Outros, se arriscavam passando entre os becos, em meio aos PMs. Alguns desavisados tentavam subir a rua, mas logo mudavam de ideia.

Por causa das ameaças de colocar fogo em outros veículos, os ônibus foram proibidos de circular pelo local. Mesmo assim, um motorista de ônibus preferiu contar com a sorte e afirmou que já está acostumado com a insegurança. Veja na reportagem:

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27 de novembro de 2012

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