JORNAL DA ALTEROSA
Riqueza Cristalina: educando para preservar a água
10 de dezembro de 2012 – Nem Minas Gerais que tem água em abundância está livre da ameaça mundial da escassez. E o que é que está sendo feito para preservar esse bem natural essencial à vida? O Jornal da Alterosa (JA) exibe, a partir de hoje, a série Riqueza Cristalina. As equipes de reportagem vão mostrar o uso consciente das fontes mineiras e dos rios, lagos e cachoeiras. Na primeira reportagem, exemplos de programas que ensinam a preservação e a economia.
No prédio, que está em fase de acabamento, tudo foi pensado para reduzir o desperdício de água. Ao contrário das descargas convencionais que despejam seis litros por vez, no sistema também é possível optar por apenas três litros. Tudo depende da forma como a descarga é apertada. Na grade da quadra de tênis foi instalado um sensor de chuva que está conectado ao sistema de irrigação. A arquiteta Luciana Bonuti explica que quando chove, a automação indica que não precisa irrigar. “Então, nos dias chuvosos, que têm mais umidade, e o jardim já está úmido, não utiliza-se a água da caixa d’água pra fazer a irrigação das plantas”, explica.
Economia de água e de dinheiro. Cada vez mais as empresas de engenharia e arquitetura têm trabalhando com o foco na sustentabilidade. Nas praças de Belo Horizonte, encontramos bebedouros que só funcionam quando são acionados.
É preciso saber usar a água para que ela não venha faltar um dia. A lição é ensinada pelos professores e também pelos palestrantes como Givanildo de Almeida Cruz que é agente de saneamento da Copasa. Com uma linguagem simples e divertida, ele prende a atenção de meninos e meninas e destaca a importância de cada um na construção de um futuro melhor. “Eu sei que ela é muito importante. Eles falam para eu não desperdiçar água senão lá para 2050 ela pode acabar”, fala a pequena Ana Laura Cunha, de 10 anos.
A declaração da garotinha até pode parecer um exagero, mas não é. “A água existe desde que o mundo é mundo. Ela vai se tornar escassa e vai começar a faltar em alguns lugares do mundo como já está acontecendo. A pessoa fazer só a parte dela já era essencial, mas a gente sabe que nem todos fazem. É necessário você fazer a sua parte e, além de tudo, cobrar daquele que está fazendo errado”, afirma Givanildo.
Diretora da escola, Virgínia Maciel diz que as palestras vêm para dar esse reforço às crianaças. “É uma maneira diferente de aprender. Com certeza eles vão ter mais interesse de chegar em casa e repassar o que aprenderam. Na verdade eles se tornam multiplicadores”, diz.
Além de ficar de olho no vizinho que está usando a mangueira para lavar a calçada ou o carro, esses pequenos também já dão exemplo dentro de casa.
“Eu vou falar para o meu irmão que na hora que ele fizer barba ele só abre, molha e depois enxágua”, exemplifica Eduardo Fernando Vilaça, “Quando escova os dentes a minha irmã deixa a torneira aberta. Eu não faço isso”, conta Lucas Alexandre Rodrigues, de 9.
“Às vezes quando minha mãe está lavando vasilhas ela fica enxaguando e deixa a torneira aberta. Até quando ela vai ensaboar. Eu falo com ela: Mãe fecha a torneira. Aí ela fecha”. O depoimento é de Ana Júlia Werneck Vieira, 9 anos.
Mas muitos pais já perceberam que o planeta pede socorro e que a hora de agir é agora. Veja na reportagem:


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10 de dezembro de 2012